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O que fonoaudióloga pode postar no Instagram? 7 tipos de conteúdo

há 1 hora
4 min de leitura

Quem começa a usar o Instagram na fonoaudiologia chega com a mesma dúvida: o que eu posso publicar sem infringir o Código de Ética? A resposta é mais tranquila do que parece. Você pode falar da profissão, mostrar a rotina do consultório, responder dúvidas frequentes e explicar como funciona o atendimento. O que precisa ficar de fora é o que expõe quem você atende ou promete resultado.

Abaixo estão sete tipos de conteúdo que funcionam na rotina de quem atende, com um exemplo de legenda para cada um e os limites que valem em todos.

1. Conteúdo educativo

Escolha um assunto da sua área e explique em linguagem de quem está lendo. Comece pela dúvida que a família traz, como "meu filho troca o R" ou "minha voz falha no fim do dia", e siga com uma explicação curta, sem termo técnico desnecessário.

Exemplo de legenda: "Três sinais de que a criança pode precisar de avaliação de fala, e o que fazer antes de procurar ajuda."

2. Bastidores do consultório

Mostre a mesa, os materiais, a preparação da sessão. Esse tipo de post aproxima sem expor ninguém e mostra como você trabalha. Vale fotografar a caixa de avaliação, os livros, os jogos e o espaço, sempre sem paciente na imagem.

Exemplo: "O que tem na minha caixa de avaliação de linguagem."

3. Dúvidas que chegam no direct

Transforme em post a pergunta que se repete. Você já responde aquilo várias vezes por semana; publicar economiza tempo e ajuda quem tem a mesma dúvida e ainda não falou com você.

Exemplo: "'Meu filho de 2 anos fala pouco.' Por onde começar."

4. Mitos e verdades

Escolha uma crença comum na sua área e explique o que existe de verdade nela. O formato rende comentário e conversa, porque muita gente chega com a mesma informação pela metade.

Exemplo: "Chupeta atrasa a fala? O que a fonoaudiologia explica sobre isso."

5. Rotina e jeito de trabalhar

Conte como é a primeira sessão, como você combina objetivos com a família, o que acontece depois da avaliação. Quem está escolhendo um profissional quer entender o processo antes de marcar.

Exemplo: "Como funciona a primeira sessão comigo, do primeiro contato ao plano de objetivos."

6. Formação e credibilidade

Fale do seu CRFa, das especializações, dos cursos e da experiência que sustenta o seu trabalho. Esse conteúdo responde à pergunta silenciosa de quem chega: em quem eu estou confiando?

Exemplo: "Minha formação em fonoaudiologia e as áreas em que eu atuo hoje."

7. Orientação geral de saúde

Explique sinais de alerta e o momento de procurar avaliação, sempre no plano geral e sem substituir a consulta. Esse é o tipo de post que as pessoas salvam e enviam para alguém da família.

Exemplo: "Quando a rouquidão deixa de ser passageira e vale procurar avaliação."

O que fica de fora

Foto e vídeo de paciente, print de conversa ou de laudo, áudio de sessão, nome de criança e qualquer detalhe que permita reconhecer quem foi atendido. Antes e depois e promessa de prazo ou de resultado também ficam fora.

O Código de Ética da Fonoaudiologia exige sigilo sobre quem é atendido. A publicidade também não pode prometer resultado: o Código de Defesa do Consumidor veda publicidade enganosa (art. 37), e o Guia de Conduta nas Mídias Sociais (Resolução CFFa 756/2024) exige veracidade e comprovação científica. Crianças e adolescentes têm proteção reforçada pela Lei nº 15.211/2025, e dados de saúde recebem proteção especial pela LGPD (Lei nº 13.709/2018).

Perguntas frequentes

Posso postar foto de paciente com o rosto coberto?

A recomendação é não publicar. Mesmo quando o rosto está coberto, o contexto pode identificar a pessoa. Se a publicação for essencial, ela exige autorização por escrito, específica para aquele uso, e avaliação do risco; a imagem nunca deve sugerir resultado.

Preciso colocar o CRFa nas postagens?

O Conselho pede o número de inscrição na comunicação profissional. Deixe no perfil e nas peças em que couber, como a capa de um carrossel e a assinatura de um vídeo.

Posso dar dica de exercício?

Orientações gerais sobre hábitos e sinais de alerta podem ser úteis. Prescrever exercício para quem você não avaliou fica fora, porque cada caso pede uma avaliação própria.

Para não travar na hora de postar

Ter clareza sobre o que pode ajuda bastante. A dificuldade costuma aparecer na hora de criar a pauta. O Banco de 90 ideias de post reúne 90 publicações prontas, com legenda escrita e botão de copiar, organizadas por área de atuação. Você escolhe o post do dia e adapta para o seu jeito de falar.

Fontes

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação fonoaudiológica individual.

Sobre a autora

Amanda Alexandre é formada em Fonoaudiologia pela UFRJ (2013), com formação clínica nos ambulatórios da universidade e experiência na coordenação da equipe de Fonoaudiologia da rede pública de Itaguaí (RJ). Foi fotógrafa por 15 anos, à frente do próprio negócio, e hoje atua com comunicação e marketing para fonoaudiólogas, criando os materiais e cuidando da estratégia da Fonografy. Os conteúdos seguem o Código de Ética da Fonoaudiologia, o Guia de Conduta nas Mídias Sociais (Resolução CFFa 756/2024) e a LGPD.

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