top of page
Cadeado sobre teclado de notebook, representando proteção de dados

LGPD no consultório: o que não pode aparecer no Instagram

há 1 hora
3 min de leitura

A LGPD completou o que o sigilo profissional já pedia: dados de saúde recebem proteção reforçada. Na prática, isso define o que pode aparecer no seu Instagram. Nomes, rostos, vozes, laudos e prints de conversa ficam fora. Conteúdo educativo e bastidores sem paciente ficam dentro.

Dados de saúde são dados sensíveis

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) trata informações de saúde como dados pessoais sensíveis, com proteção reforçada. O sigilo profissional da fonoaudiologia vem antes de qualquer desejo de mostrar resultado, e as duas regras apontam para o mesmo cuidado: proteger quem confia em você.

O que fica fora da rede social

• Foto ou vídeo de paciente, mesmo de costas, com o rosto borrado ou mostrando apenas as mãos.

• Print de conversa, de laudo, de prontuário ou de agenda.

• Áudio de sessão ou de familiares.

• Nome de criança, escola, bairro ou qualquer combinação que permita reconhecer a pessoa.

• Antes e depois e depoimento de resultado.

Autorização não resolve tudo

Mesmo com autorização assinada, expor informação de saúde em uma rede social envolve risco ético e jurídico. A imagem permanece disponível, pode ser copiada e circula fora do contexto da consulta. Crianças e adolescentes têm proteção adicional pela Lei nº 15.211/2025. A recomendação segura é não publicar.

O que pode aparecer

Conteúdo educativo sobre a sua área, bastidores do consultório sem paciente, materiais que você usa, rotina de atendimento e a sua formação com o CRFa. Quando quiser ilustrar um caso, transforme o aprendizado em exemplo geral, mude os detalhes e escreva de forma que ninguém possa ser reconhecido.

E as imagens de banco de imagens?

Fotos de banco de imagens podem ilustrar o post, desde que não sugiram atendimento nem resultado. Uma criança genérica ao lado de um texto sobre fala infantil pode dar a entender que se trata de um paciente. Prefira os seus materiais, o consultório vazio, as mãos preparando a sessão ou texto na tela. A legenda deve dizer o que a imagem mostra, sem criar essa confusão.

Cuidados no direct e no WhatsApp

Não peça laudo por mensagem, não encaminhe print de outro paciente e não comente caso de terceiro. Em grupos de pais, combine o uso das informações, evite dados de saúde e nunca compartilhe imagem de criança sem o consentimento claro dos responsáveis.

Cuidados no consultório

Ao fotografar o espaço, verifique se a agenda, o prontuário ou a tela do computador aparecem. Materiais de sessão podem ser fotografados sem nome e sem qualquer identificação. A mesa organizada rende um bom bastidor e não expõe ninguém.

Perguntas frequentes

E se a família insistir para aparecer?

Explique o motivo ético e a proteção da criança e do adolescente. A decisão de não publicar é sua, e a conversa pode ser feita com cuidado, sem constranger a família.

Grupo de pais no WhatsApp pode?

Pode, com cuidado redobrado: sem dados de saúde, sem print e com consentimento claro para o uso das informações. O grupo serve para combinados e orientações gerais.

Posso mostrar o meu consultório?

Pode, desde que não apareça nenhuma pessoa, documento ou tela com informação de paciente. Fotografe o espaço vazio ou os materiais.

Posso contar um caso de sucesso sem nome?

Conte o aprendizado, com detalhes alterados e sem informação de saúde que permita reconhecer a pessoa. O foco fica no que a situação ensina, e não no resultado de alguém.

Para divulgar com segurança

O Crescer! percorre os limites da LGPD e do Código de Ética em cada fase, do perfil ao atendimento. Você decide em situações reais e recebe a explicação na hora, com as fontes citadas ao longo do jogo.

Fontes

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação fonoaudiológica individual.

Sobre a autora

Amanda Alexandre é formada em Fonoaudiologia pela UFRJ (2013), com formação clínica nos ambulatórios da universidade e experiência na coordenação da equipe de Fonoaudiologia da rede pública de Itaguaí (RJ). Foi fotógrafa por 15 anos, à frente do próprio negócio, e hoje atua com comunicação e marketing para fonoaudiólogas, criando os materiais e cuidando da estratégia da Fonografy. Os conteúdos seguem o Código de Ética da Fonoaudiologia, o Guia de Conduta nas Mídias Sociais (Resolução CFFa 756/2024) e a LGPD.

Posts recentes

Ver tudo
Antes e depois na fonoaudiologia: pode publicar?

A pergunta aparece cedo para quem começa a divulgar o trabalho, e a resposta é firme: antes e depois de paciente não deve ser publicado. A razão está no sigilo, na ética da profissão e na proteção de

 
 
 

Comentários


bottom of page